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mínimo impacto
em áreas naturais Nas florestas úmidas dos trópicos está a maior quantidade de espécies vegetais e animais. Somente a Amazônia possui um terço de todas as espécies do Planeta. Esta cobre algo em torno de 4,5 milhões de quilômetros quadrados enquanto a Mata Atlântica cobria cerca de um milhão, sem ficar atrás em biodiversidade. Estando no caminho dos europeus que encontraram em primeiro lugar plantas de grande valor comercial, como o pau-brasil e depois solos e clima adequados ao cultivo, a Mata Atlântica está reduzida a 7% da área original. Concentra ainda as maiores cidades e grande parte da população, sendo assim o destino mais próximo das pessoas que procuram algum contato com a natureza. Ainda não tão degradada, a Amazônia está sofrendo um processo igualmente perverso. Em nome do desenvolvimento, milhares de quilômetros quadrados são desmatados por ano. As Florestas Ombrófilas Densas, nome adotado para as florestas que dependem de grandes quantidades de chuvas, são na verdade um conjunto muito extenso de combinações de espécies que vão da mata de araucárias, denominada Floresta Ombófila Mista, no Paraná até as florestas aluviais da Amazônia, que ficam inundadas parte do ano. Resumindo, são ambientes florestais que existem devido a grande umidade, às chuvas constantes e às altas temperaturas médias. Para quem espera ter uma experiência gratificante nestes ambientes naturais, o texto a seguir aborda aspectos específicos do mínimo impacto nas florestas úmidas brasileiras, Mata Atlântica e Amazônia, que se complementam com a leitura do Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos. |

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Planejamento é fundamental
As florestas tropicais brasileiras contam com grande diversidade de
situações, desde o tipo de vegetação até
temperaturas surpreendentemente baixas. A informação correta
para cada região é fundamental para que você realize
um planejamento adequado, aproveitando o máximo sua viagem sem
se expor a situações difíceis, e até perigosas,
sem causar impactos desnecessários ao ambiente. As épocas mais úmidas também são aquelas em que ocorre maior concentração de insetos, exigindo cuidados não somente pelo incomodo e alergias, mas principalmente para prevenção de doenças transmitidas por eles. Nas maiores altitudes e nas regiões mais ao sul do país, as temperaturas podem chegar próximas a zero grau, exigindo equipamentos adequados ao frio e à umidade excessiva. Verificar e tomar as vacinas recomendadas e as obrigatórias para cada região faz parte do planejamento. Apesar de haver tanta água na Amazônia, quase não há água em boas condições para beber. Já na Mata Atlântica e nas regiões de serras, há muitas nascentes seguras. Mas como é impossível diferenciar a água contaminada da água potável sem um exame de laboratório, previna-se tratando sempre toda a água antes de bebê-la. Ao contrário da Mata Atlântica, que por sua localização é cortada por inúmeras estradas, grande parte da Amazônia depende de embarcações para os deslocamentos. Não é raro viajar muitos dias de barco até o destino. Prefira as embarcações menos poluentes, lanchas com motores quatro tempos, barcos maiores com motores bem regulados. Lembre-se também que muitas áreas da Amazônia são reservas indígenas sendo necessário informar-se na FUNAI sobre as restrições de acesso para os locais que você pretende visitar. |
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Você é responsável por sua segurança
A localização e o resgate em florestas tropicais são extremamente difíceis devido à densidade da floresta e altura das árvores. Domine as técnicas de orientação em ambientes florestais, tenha sempre entre seus itens essenciais mapas e bússola. Lembre-se que a orientação em florestas é muito difícil por não permitir a visualização dos pontos de referência, quando existem. O uso de equipamentos de localização por satélites, como os receptores GPS, pode ser dificultado pelo mesmo motivo: a densa cobertura de folhas e galhos bloqueia o sinal emitido pelos satélites. Alguns manuais de sobrevivência apresentam regras para situações inesperadas, com simplificações como seguir um curso d'água quando estiver perdido. Em regiões alagadiças ou em planícies costeiras isto pode piorar suas chances de encontrar seu caminho, pois é muito fácil se deparar com obstáculos intransponíveis. O intenso calor e a grande umidade têm que ser considerados como fatores de risco para quem não está acostumado. Hidrate-se e se vista adequadamente. Roupas quentes e falta de água podem causar o superaquecimento do seu corpo e desidratação. |
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Cuide das trilhas e locais de acampamento
Em terrenos montanhosos, as trilhas ficam muito suscetíveis à erosão durante o período chuvoso. Evite trilhas que não estão devidamente preparadas para uso intenso durante esta estação. Evite também caminhar sob fortes chuvas nestas trilhas: o ato de caminhar sobre terrenos encharcados facilita a movimentação das camadas superficiais, potencializando a erosão. Em regiões tropicais úmidas, a vegetação costuma ocupar rapidamente uma trilha sem uso, principalmente se esta recebe algum sol. Esforce-se para passar por esses locais sem cortar a vegetação. Lembre-se que a abertura e limpeza de trilhas devem ser previamente autorizadas pelo proprietário da terra ou administrador da unidade de conservação, conforme o caso. A abertura de trilhas deve ser realizada por pessoas experientes e após planejamento cuidadoso. Caminhe em fila evitando o alargamento das trilhas, ao contrário do que se recomenda para regiões dominadas por campos. Cruzando com outros caminhantes pare e dê passagem, evitando pisotear a vegetação lateral. Os solos tropicais com maiores concentrações de argila (aqueles que formam lama que gruda) são mais facilmente impactados pelo pisoteio. Não acampe em locais muito úmidos, com drenagem deficiente, pois em pouco tempo o solo e a vegetação estarão seriamente comprometidos. Uma forma de causar menores impactos durante acampamentos é trocar a barraca pela rede, prática tradicional na região amazônica. Utilizada em conjunto com um mosquiteiro e um teto impermeável, possibilita pernoitar com conforto e segurança, independente das condições de umidade e inclinação do solo. A precaução que deve ser tomada é a proteção dos troncos das árvores nas quais a rede será amarrada. Utilize fitas largas que distribuem a pressão por uma superfície muito maior do que uma corda fina, evitando causar danos nas cascas das espécies mais frágeis. Evite também árvores muito finas que podem se quebrar com o peso. Nunca utilize pregos ou formas de fixação que prejudique as árvores. Leia em Caminhadas e Acampamentos como fazer um acampamento de mínimo impacto. |
| Traga seu lixo de volta
Lembre-se que em climas quentes e úmidos a matéria orgânica se decompõe muito rapidamente, provocando odor e até riscos de contaminação. Acondicione o seu lixo com bastante cuidado para evitar esses riscos desnecessários. Veja como proceder com o lixo e seus dejetos no Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos. |
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Deixe cada coisa em seu Lugar
As florestas tropicais são um grande atrativo pela beleza e grandiosidade. A remoção de plantas e animais de seu habitat sempre provoca estresse que freqüentemente leva à morte dos indivíduos e ao empobrecimento da complexa cadeia que mantém a floresta funcionando. Bromélias, orquídeas e outras plantas do interior da floresta podem ser adquiridas de criadores credenciados que já utilizam variedades devidamente adaptadas a viverem fora das matas. Deixar cada coisa em seu lugar não é somente sinal de consciência ambiental, mas consideração com outros visitantes que poderão apreciar a mesma diversidade e beleza. |
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Evite fazer fogueiras
Fazer fogueiras nas florestas tropicais úmidas pode ser um desafio frustrante. Os galhos caídos apodrecem rapidamente sem perder a umidade e os galhos verdes possuem naturalmente muita água. Uma vez que consiga atear fogo nestas madeiras, você descobrirá que produzem grandes quantidades de fumaça, pouquíssima chama e se transformam em cinzas rapidamente. Qualquer fogo consumirá muitas horas e muita lenha desnecessariamente, que pode ser economizada através do uso de fogareiros para cozinhar. Saiba mais sobre as fogueiras em Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos. |
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Repeite os animais e as plantas
As florestas tropicais são riquíssimas em espécies animais que não são tão exuberantes nem tão visíveis como as espécies da savana africana. O fato de não podermos vê-los facilmente não significa que não estão ali. Muitos possuem hábitos noturnos, ocupam os galhos das árvores, escondem-se em tocas ou confundem-se com o ambiente. Quase sempre evitam a proximidade com seres humanos. Respeite seus territórios não saindo das trilhas. Muitas áreas das florestas úmidas possuem solos pobres ou pouco profundos, como ocorre em grandes extensões da Amazônia. Quase todos os nutrientes que mantêm a grande floresta são abastecidos pela matéria orgânica em decomposição que a própria floresta fornece. As raízes das grandes árvores estão adaptadas a essa condição, formando um grande emaranhado superficial. Evite remover a cobertura de folhas mortas para não alterar essa dinâmica. |
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Seja Cortês com outros visitantes e com a população local
O respeito deve ser sempre um balizador nas relações com as comunidades tradicionais, porém no contato com as comunidades indígenas você deve redobrara a atenção em não desrespeitar os costumes. Antes de qualquer contato com as comunidades consulte a Funai da região para obter melhores informações. Lembre-se que os costumes podem mudar de tribo para tribo. Muitas localidades ainda não tiveram contato com atividades como caminhadas e escaladas, entre outras. Algumas pessoas chegando com grandes mochilas, equipamentos estranhos e dizendo que vão perambular pelo mato pode causar certa desconfiança. Tente explicar suas intenções da melhor maneira possível. |









