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mínimo impacto
em áreas naturais A corrida de aventura é o desafio extremo, criado para pessoas que não conhecem limites e que dominam os esportes de natureza. Exige destreza, habilidade, força e resistência para vencer os obstáculos físicos, o stress emocional e o tempo prolongado em que nos expomos aos rigores e aos desafios da natureza; exige superarmos os nossos próprios limites. Exige também companheirismo e espírito de equipe para que seja possível completar a prova. Nessas corridas que se desenvolvem preferencialmente em ambientes naturais, dominar as técnicas de caminhada, corrida rústica, mountain bike, escalada, canoagem, rafting, aliados a bons conhecimentos de navegação e sobrevivência, são alguns dos principais requisitos para as equipes em competição. Esses eventos concentram um número elevado de pessoas, veículos, equipamentos e instalações de apoio em locais que estão se tornando cada vez mais raros e preciosos: os ambientes naturais. Além de tantos desafios, a corrida de aventura apresenta mais um desafio: a conservação dos recursos naturais. Tanto os organizadores, como os competidores e todos os envolvidos com a competição (equipes de apoio, jornalistas, fotógrafos, equipes de gravação, promotores, pontos de venda, etc) devem adotar uma atitude e um conjunto de práticas que colabore para manter as condições naturais dos locais onde ocorrem esses eventos - é preciso ir além da melhor técnica esportiva e aprimorar nossa ética ambiental, porque o comportamento e a atitude das pessoas é o fator que mais influencia a intensidade dos impactos causados pelas atividades esportivas e recreativas em ambientes naturais. Embora a repetição de trajetos seja pouco usual, a corrida de aventura concentra um número relativamente grande de pessoas passando por áreas naturais em um curto intervalo de tempo. Isso causa impactos significativos na natureza, que podem levar muito tempo para se recuperar e que podem causar uma interferência marcante e prolongada nos processos naturais. Erosão de trilhas e caminhos, supressão ou danos à vegetação nativa, interferência e abalo de ninhos, tocas e locais de alimentação e aguada de animais são impactos ecológicos previsíveis em uma corrida de aventura. Em muitos lugares, o trajeto da competição passa por locais ainda isolados, onde vivem pessoas e comunidades alheias à existência e às razões desse tipo de evento. O impacto de uma corrida de aventura no cotidiano dessas pessoas é evidente e devem ser tomadas medidas e atitudes que visem minimizar essa intromissão. É muito importante que todas as pessoas envolvidas nas corridas de aventura assumam sua responsabilidade pelo cuidado com os recursos naturais e com as interferências no cotidiano das comunidades por onde passam, adotando e divulgando as práticas de mínimo impacto aqui descritas. Desta forma, estaremos contribuindo para a redução dos impactos inerentes a essa atividade e para o fortalecimento de uma ética conservacionista, que deverá colaborar fortemente com a manutenção das áreas naturais públicas e privadas, além de garantir o acesso aos locais onde gostamos de praticar nosso esporte. |

Planejamento é Fundamental
Planejar corridas de aventura é uma atividade especializada que requer conhecimento e experiência. No Brasil, essas corridas se diferenciam e ganham notoriedade com a tendência crescente de misturar competição com ações de caráter sócio-ambiental. Para efetivamente alcançar os objetivos sócio-ambientais é muito importante que as comunidades por onde passa a corrida sejam envolvidas desde o início. Para que haja uma real integração dessas comunidades, seus representantes devem atuar desde a fase de planejamento. Essa integração também é de interessante para a organização da corrida, que pode contar com o conhecimento da comunidade sobre a região, como, por exemplo, os locais mais remotos, localização e destino das trilhas, caminhos e estradas vicinais, entre outros. As ações de envolvimento das comunidades podem incentivar a formação de equipes locais para a competição. Sempre que possível, a organização da prova deverá contratar pessoal e serviços locais, tanto no período de levantamento e planejamento, quanto durante a prova. Muitas das etapas de uma corrida de aventura passam por ambientes naturais de interesse para a conservação dos ecossistemas. Nesses locais, o planejamento da corrida deve incluir ressalvas e regras mais rígidas para garantir a preservação do ambiente natural. Em áreas protegidas por lei, os funcionários das instituições governamentais responsáveis por unidades de conservação também são importante fonte de informação sobre a área e podem ajudar muito no planejamento da corrida fornecendo informações sobre os locais que devem ser evitados porque são mais sensíveis ao impacto. Um conjunto de ações para prevenir o impacto das competições deve ser adotado pelos organizadores das corridas. O ideal seria que esse conjunto de medidas pudesse ser certificado por um selo de qualidade sócio-ambiental, aumentando o prestígio dessas competições.
A escolha dos percursos da prova deve ser precedida de uma análise prévia de impacto ambiental. A localização dos postos de controle e áreas de transição de modalidades dever ser escolhida de forma a condicionar a passagem das equipes por sistemas de trilhas e trajetos previamente reconhecidos pela organização da prova. Os percursos escolhidos para a prova devem utilizar, preferencialmente, sistemas de trilhas já existentes e com uso corrente (tráfego habitual pessoas, animais de carga e montaria, gado e veículos motorizados), onde a passagem da prova não contribua significativamente para o aumento do impacto ao meio. Durante a prova, um sistema de escalonamento por tempo determina diferentes percursos para diferentes categorias de competidores, dispersando o impacto por trajetos e trilhas diferenciados. Desse modo, nas áreas identificadas como mais sensíveis, o trajeto é realizado apenas a pé e por número reduzido de equipes. O número de participantes das corridas deve ser limitado e compatível com a fragilidade dos percursos escolhidos e a capacidade de controle da prova.
Todos os participantes da competição, tanto os integrantes da organização como os competidores, equipes de apoio, mídia, comunidades envolvidas e outros, devem receber antecipadamente informações sobre os princípios e as práticas de mínimo impacto. Esse tema deve estar presente em todas as etapas de planejamento, no treinamento da equipe de organização, na elaboração do material informativo, no material fornecido aos os competidores e onde mais for pertinente. A equipe interna das empresas organizadoras de corridas de aventura deve ser proficiente nas técnicas de mínimo impacto e comprometida a transmitir esse conhecimento aos participantes das corridas. Uma sugestão interessante é submeter as equipes a um teste teórico a respeito dos princípios de mínimo impacto previamente à competição. O resultado do teste poderia contar pontos para a corrida.
O regulamento de prova deve incluir regras de comportamento baseadas nos princípios de mínimo impacto, com punições severas para o descumprimento das mesmas. A equipe de fiscalização da prova deve ser instruida a verificar constantemente o cumprimento dessas regras nos postos de controle, nas áreas de transição e nas rondas de fiscalização durante a prova.
É recomendável elaborar um plano de segurança para a prova, que inclua a distribuição de equipes de busca e salvamento ao longo do percurso, atuando em conjunto com órgãos oficiais de busca e salvamento, como os bombeiros e as unidades especializadas da polícia. A organização da prova também deverá definir e fiscalizar os equipamentos de segurança obrigatórios para as equipes de competidores.
Durante o período de reconhecimento para a prova deve ser realizado o contato com as lideranças locais e os proprietários de terras, explicando de que se trata o evento e solicitando autorização para passagem em áreas particulares.
Os organizadores das provas devem estudar antecipadamente as características climáticas da área escolhida para a corrida e evitar o período das chuvas, quando há maior ocorrência de lama nas trilhas, aumentando a probabilidade de impactos no solo e na vegetação. Os meses de maior seca também podem representar um problema, caso os participantes dependam de água advinda de fontes naturais.
Tenha sempre à mão alguns sacos plásticos para embalar seu lixo. Como a ordem é correr leve, você deve se preparar para produzir o mínimo lixo possível deixando em casa embalagens desnecessárias a conservação dos alimentos. Aproveite também para misturar ingredientes previamente e acondicioná-los em uma única embalagem. Lembre-se que em algumas provas há uma checagem sobre o lixo ao final da corrida. |
Você é responsável por sua
segurança
O resgate em ambiente natural envolve uma complicada organização de equipamentos, equipes especializadas, veículos e comunicação. Como a segurança do participante de uma corrida de aventura é prioridade, o impacto na natureza pode ser significativo em operações de resgate. Embora as empresas organizadoras de corridas de aventura tenham esquemas de resgate e evacuação, é fundamental que o participante assuma a responsabilidade por seu próprio bem-estar e segurança, realizando atividades dentro dos seus limites técnicos e de sua experiência, praticando o bom senso e sendo capaz de sair de situações inesperadas.
Aprenda as técnicas básicas de navegação e saiba usar com desenvoltura um mapa e uma bússola. Nas corridas de aventura, ao menos dois integrantes da sua equipe devem conheçam as técnicas de navegação, além das técnicas básicas de segurança, como primeiros socorros e auto-resgate. O ideal é que todos tenham desenvoltura nessas técnicas. Para isso, procure os clubes excursionistas, escolas de escalada e instituições especializadas no ensino dessas práticas. Aprenda e aperfeiçoe as técnicas necessárias para praticar atividades ao ar livre com segurança e um bom desempenho. Tenha em mente que as técnicas são constantemente aperfeiçoadas e que você pode sempre aprender mais e melhor. Não participe de uma corrida achando que seu condicionamento físico irá resolver tudo. Nada pode substituir o aprendizado completo e a prática intensiva das várias técnicas necessárias para a duração e os desafios de uma corrida de aventura.
Embora não haja treino capaz de melhorar a falta de sono, é importante que você e seus companheiros de equipe saibam antecipadamente como cada um reage a essa privação e quem é capaz de tomar as melhores decisões nessas condições. A melhor maneira de fazer isso é enfrentar essa situação nos treinos coletivos de sua equipe. Desse modo, sua equipe minimiza a possibilidade de acidentes e garante o melhor resultado para a corrida.
Devido à extensão e à duração da maioria das corridas, a melhor receita para sua alimentação torna-se algo extremamente pessoal. Embora seja fácil encontrar receitas de alimentação para triathlons e maratonas, as mesmas não se aplicam perfeitamente às corridas de aventura. Preste atenção aos melhores momentos para alimentar-se e como seu rendimento e bem-estar comportam-se em cada situação. Mantenha seu corpo hidratado bebendo água constantemente e aproveite todas as oportunidades para alimentar-se da melhor maneira possível.
Grande parte dos acidentes e agressões à natureza são causados por improvisações, negligência e uso inadequado de equipamentos. Isso inclui estar adequadamente vestido e calçado para as condições climáticas e de terreno do local da prova.
Os chamados equipamentos essenciais são a garantia de que você estará preparado para lidar com imprevistos. Tenha sempre em sua mochila os itens citados acima e assegure-se que todos os membros da sua equipe também tenham esses equipamentos. Cada atividade que integra uma corrida de aventura requer um conjunto específico de equipamentos básicos e de segurança. Cabe à organização da corrida listar e exigir que os competidores usem esses equipamentos. |
Cuide das trilhas e dos locais por onde você
passa
Quando a corrida passa por áreas naturais conservadas os organizadores devem adotar os princípios de dispersão do impacto, escalonando as equipes em tempos diferenciados e, quando possível, em trajetos diferenciados. Os participantes devem manter-se nas trilhas e caminhos abertos evitando atalhos ou "vara-mato". Os atalhos favorecem a erosão e a destruição de plantas e raízes. Procure sempre seguir as trilhas abertas e bem marcadas. Ao sair das trilhas você pode molestar os animais que não estão familiarizados com a presença humana e destruir ninhos e tocas, muitas vezes involuntariamente. Isso pode ser evitado se os todos permanecerem nas trilhas e caminhos abertos e estabelecidos. Essa é a melhor atitude para você não se perder e chegar ao seu destino da melhor maneira, causando menos impacto. Para reforçar essa orientação a organização da corrida deve penalizar as equipes que forem surpreendidas cortando caminho fora das trilhas. Algumas competições podem incluir em seu trajeto trechos onde não há trilhas ou caminhos. Nesse caso, a melhor atitude que sua equipe pode adotar para provocar o mínimo impacto é caminhar ou correr lado a lado, evitando a fila indiana que acabará por demarcar uma trilha em local onde antes não existia. O circuito da prova não deve passar por locais sensíveis como trechos com alto índice de erosão, nascentes e charcos. O início das corridas, quando as equipes saem juntas e a concentração de pessoas é grande, deve ocorrer em terreno já impactado, de preferência distante de áreas conservadas. Os organizadores das corridas devem realizar um levantamento prévio na área da competição com o objetivo de atualizar as trilhas e caminhos no mapa. Isso auxiliará a navegação dos corredores, evitando que as equipes se percam e conseqüentemente tenham que caminhar fora de trilha ("varando o mato").
A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você e sua equipe contornam a parte danificada de uma trilha, e as demais equipes também o fazem, o estrago será enorme ao final da corrida. Quando a sua equipe for ultrapassar outra equipe durante a corrida, escolha uma área aberta para realizar a "ultrapassagem", evitando alargar a trilha. Os organizadores podem adotar critérios rígidos para a ultrapassagem entre equipes, bem como penalidades para equipes que o façam em trechos onde se determina que é proibido ultrapassar, evitando que a trilha seja alargada.
Em uma corrida os poucos momentos de descanso, ou de sono, são muito preciosos. Mas isso não deve interferir nos critérios de escolha do local onde você e sua equipe irão descansar. Utilize as recomendações do Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos para minimizar os impactos em acampamentos.
Em muitos casos, a organização da prova deve preparar e indicar esses locais a todos os envolvidos com a corrida, visando conter os impactos e poupar as áreas ao redor. Procure sempre utilizar locais que tenham o tamanho adequado para acomodar as barracas do seu grupo sem avançar sobre a vegetação que a rodeia. Caso não caibam todos no mesmo local, procure distribuir as barracas por outros locais próximos que já estejam impactados e abertos. As áreas de transição, onde as equipes de competidores mudam de atividade (corrida para remo, por exemplo) também devem ser estabelecidas em locais já alterados pela ação humana e que suportem a concentração de pessoas, veículos e equipamentos. |
Traga seu lixo de volta
Encontrar lixo espalhado em uma área natural é uma grande decepção. Não deixar restos e marcas tem o duplo propósito de preservar os ambientes naturais e permitir que os demais visitantes tenham a mesma oportunidade de encontrar um local agradável.
Os alimentos são vendidos com várias camadas de embalagens, por razões mercadológicas ou de armazenamento e conservação a longo prazo. Elimine e descarte adequadamente as embalagens desnecessárias à estrita conservação dos alimentos antes do início da corrida. Os organizadores de corridas de aventura devem planejar as bebidas e os alimentos que serão distribuídos a todos os envolvidos com a competição, com o objetivo de produzir a menor quantidade de lixo possível. Um exemplo disso é distribuir bebida energética dissolvida em garrafões de água, ao invés de uma garrafinha individual para cada pessoa. Idealmente, todo lixo deve ser todo trazido de volta e ao final da corrida a organização deve transportá-lo para um local onde haja coleta seletiva e disposição adequada do lixo orgânico e não reciclável em aterro sanitário. Para facilitar, as equipes podem ser instruídas a separar o seu lixo em categorias recicláveis ou não. A omissão em apresentar o próprio lixo já separado ao final da corrida pode ser punida com perda de pontos. Em corridas muito longas, cada AT (área de transição) deve ter condições de recolhimento seletivo do lixo e a organização da corrida deve orientar os competidores para que o lixo seja jogado nesses recipientes. Todo pessoal de apoio e demais envolvidos com a corrida deve possuir sacos de lixo para auxiliar na coleta dos resíduos.
Em locais onde não existe este tipo de estrutura devemos isolar nossos dejetos de maneira a maximizar sua decomposição, evitando odores, insetos e a contaminação da água. O Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos traz uma descrição detalhada dos procedimentos adequados para tratar os seus dejetos. Os participantes das corridas devem receber instruções prévias sobre a importância e a necessidade da adoção da "pazinha" e cada equipe em competição deve apresentar uma como parte do equipamento básico obrigatório. |
Deixe Cada Coisa em Seu Lugar
Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigos para aves ou outros animais, além de participarem do ciclo de nutrientes do solo. |
Evite fazer fogueiras
Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar, desde que manipulados de forma adequada. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira e elimina o risco de incêndios. É importante que toda a equipe saiba usar um fogareiro adequadamente e com segurança. Não deixe para aprender como usar seu fogareiro durante a corrida. Isso simplesmente pode não dar certo, além de ser perigoso. As fogueiras são mais aceitáveis em locais já intensamente impactados com características menos naturais como áreas de transição ou grandes áreas de acampamento e pontos de apoio ao longo da corrida, que admitam o trânsito de veículos. A madeira utilizada não deve ser coletada no local, mas deve vir de fora, na forma de lenha para lareiras obtida a partir de florestas comerciais de eucalipto ou pinus. Mesmo assim, o melhor é abrir mão de fogueiras. Em uma corrida, a fogueira só se justifica caso os participantes fiquem retidos em local inacessível devido a um acidente ou por causas naturais. Mesmo assim, avalie se a fogueira é imprescindível e em que ajudará a melhorar a situação. Lembre-se que sua equipe dispõe de equipamento que dispensa a fogueira. Caso decida acendê-la, siga as recomendações para fogueiras do Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos. |
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Repeiteos Animais e as Plantas
Os ambientes naturais onde as corridas de aventura são realizadas abrigam uma grande variedade de seres vivos. Os animais, a vegetação, os fungos e os líquens inter-relacionam-se de modo complexo e dependem uns dos outros, e também da integridade do ambiente, para sobreviverem. Atitudes inadequadas podem afetar essa integridade provocando processos que colaboram para a degradação das relações entre as espécies, ajudando a degradar o próprio ecossistema. A organização da corrida deve determinar o seu trajeto de modo a evitar áreas ambientalmente sensíveis, onde haja ocorrência e concentração de animais silvestres ou ecossistemas raros. Caso você aviste animais silvestres durante uma corrida siga as recomendações do Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos para evitar impactos indesejados. Lembre-se que molestar ou matar qualquer animal pode prejudicar o equilíbrio ecológico do ambiente que você está visitando e também pode resultar em penalidade legal, prevista na Lei de Crimes Ambientais. Também evite alimentar animais silvestres, ou deixar restos de comida que fatalmente serão procurados por eles. Alguns animais silvestres podem acabar acostumando-se com essa comida e passar a invadir os acampamentos danificano barracas, mochilas e outros equipamentos. |
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Seja Cortês com Outros Visitantes e com a População Local
Um componente muito importante da prática do mínimo impacto em ambientes naturais é a cordialidade entre visitantes e o respeito aos hábitos e costumes da população que vive e trabalha no local visitado ou nas vizinhanças. Os organizadores de competições devem informar com antecedência toda a comunidade dos locais por onde passará a competição sobre o evento e suas características, esclarecendo os impactos positivos e negativos que uma corrida de aventura pode trazer a eles.
Embora o ambiente de uma corrida de aventura não seja a melhor oportunidade para a interação com a população local, isso não justifica o comportamento descuidado dos competidores em relação às pessoas da região. Se você precisa obter informações sobre o caminho a seguir, pare e esclareça que está participando da corrida de aventura que foi previamente divulgada na região. Desse modo, as pessoas serão muito mais receptivas e deverão ficar mais propensas à colaboração. Atitudes gentis e calma, apesar de sua corrida ser contra o tempo, representam um importante e necessário sinal de respeito. Não acorde os moradores à noite para obter informações, respeite seu modo de vida.
Se você estiver atravessando propriedades particulares, procure sempre pedir permissão para passagem ou acampamento. Lembre-se também de manter as porteiras e cancelas como as encontrou. Quem deve resolver se as porteiras ou cancelas ficam abertas ou fechadas é o responsável pela área.
Sempre que houver estruturas de apoio à corrida, como áreas de transição e seus equipamentos, áreas de acampamento, trilhas estruturadas, sistema de sinalização, banheiros, lembre-se que você também é responsável pela conservação dessa infra-estrutura, assim como pelo patrimônio natural.
Compartilhe com seus amigos os princípios de mínimo impacto em ambientes naturais. Discutir essas questões em grupo pode ser uma iniciativa muito esclarecedora, porque a conduta consciente só acontece quando reconhecemos e adotamos os argumentos apresentados, o que pode levar a uma mudança positiva de comportamento e atitudes que ajudam a preservar nosso patrimônio natural. Você pode ajudar, facilitando o acesso à essa informação e divulgando a ética e as práticas de mínimo impacto. |






